Síndrome Dolorosa Complexa Regional

Uma patologia, cuja compreensão dos limites clínicos e fisiopatológicos ainda é pobre, que acarreta uma enorme insatisfação não só para os pacientes como para os profissionais da saúde.

Imagem Síndrome Dolorosa Complexa Regional

A Síndrome Dolorosa Complexa Regional (SDCR), assim denominada a partir de 1994 pelo Consenso da Associação Internacional para o Estudo da Dor (AIED) e anteriormente denominada de várias formas, tais como Distrofia Simpático Reflexa, Causalgia, Algodistrofia ou Atrofia de Sudeck.

Esta condição pode ser induzida por cirurgia ou trauma (fratura, processos inflamatórios, punção venosa) e tem uma evolução variável, desde leve e autolimitada, à doença crônica, o que prejudica as atividades da vida diária e a qualidade de vida relacionada à saúde. É uma desordem neurológica caracterizada por dor incapacitante, inchaço, instabilidade vasomotora, anormalidade sudomotora e comprometimento da função motora.

A SDCR é classifica em tipos I e II que são caracterizados pela presença ou não de lesão nervosa identificável. A SDRC tipo I é uma síndrome que geralmente se desenvolve após um evento traumático inicial, não se limita à distribuição de um único nervo periférico e é desproporcional ao evento desencadeante (por exemplo, um pós-operatório de cirurgia de síndrome do túnel do carpo em que o paciente apresenta dor, inchaço, sensibilidade e alteração de cor da mão, divergente do esperado).

O corre com maior frequência em indivíduos com idade média de 41 anos, acomete mais pessoas do sexo feminino, afetando cerca três vezes mais mulheres que homens, e parece haver uma acometer mais os membros superiores, em relação aos inferiores.

Nenhum teste diagnóstico específico está disponível e, portanto, o diagnóstico é baseado principalmente na história, exame clínico e achados laboratoriais de suporte. A American Academy of Physical Medicine and Rehabilitation reconhece a termografia como um método para identificar de forma correta e precoce alterações na microcirculação cutânea, consequentemente extremamente útil em se falando em diagnóstico da SDCR.

O reconhecimento precoce e uma abordagem multidisciplinar ao manejo parece importante na obtenção de um bom resultado. Tratamentos direcionados à redução da dor e reabilitação da função do membro formam o pilar da terapia (terapia medicamentosa, terapia física e ocupacional, terapia psicológica, bloqueios simpáticos, oxigenioterapia hiperbárica, Toxina Botulinica, eletroestimulação medular). Comorbidades, como depressão e ansiedade, devem ser tratadas concomitantemente.